
Caros leitores, a edição de agosto da Autoesporte começa a chegar às bancas no dia 25, sexta-feira, com os seguintes destaques.
Especial chineses: testamos o Effa M100 na pista (e na oficina), com resultados reveladores, e avaliamos a nova Topic, a Effa ULC e o jipinho Chery Tiggo
Aceleramos: novo Porsche 911 PDK, Fiat 500 Abarth, Land Rover Defender 110, novo Kangoo, Subaru Tribeca, Peugeot 207 Passion, Mini Clubman e Dodge Journey.
E mais: Gol X Polo X Fox, Golf GT X Vectra GT
Segredos: a próxima geração do Polo, mini-Fiat, novo Clio Sedan e novidades da GM, Ford e Porsche

Vivi seis anos no estado de Idaho, Estados Unidos, estudando e trabalhando. Quando saÃa com os amigos para bares e casas noturnas, quem estivesse disposto a não beber naquela noite assumia o volante. Chegando aos bares, o designated driver recebia uma pulseira de cor forte que o distinguia como o motorista.
O designated driver pode consumir a noite inteira, sem pagar, à vontade, tudo o que não é alcoólico: refrigerantes, água, chá gelado etc. O barman, vendo a pulseira, não pode vender álcool para essa pessoa, mesmo que ela esteja apenas fazendo o favor de pegar uma cervejinha para um amigo. E o pessoal respeita, ninguém põe bebida com álcool no que o designated driver está bebendo. Essa é uma idéia que poderia ser adotada no Brasil.
Fui parada uma vez com amigo que havia bebido uma cerveja. O policial perguntou por que eu, que não havia bebido nada, não estava dirigindo o carro. O motorista tomou uma advertência e assumi o volante daquele ponto.
Um motorista também pode ser multado se transportar bebida alcoólica dentro do carro, mesmo que ainda não tenha sido aberta. Só pode no porta-malas.
Ione Sawao, designer da revista Autoesporte
Depois de permanecer 40 dias entre nós, o Corolla partiu. Após ser submetido ao crivo de jornalistas da Autoesporte e de outras revistas da Editora Globo, a essa hora ele deve estar curtindo merecidas férias em Campos do Jordão. Na semana passada, passei um dia na cidade serrana e vi vários Corollas na frente de uma loja temporária da Toyota, todos destinados a test drive de clientes. Desconfio que o “nosso” estava entre eles. No perÃodo em que esteve à nossa disposição, ele foi duas vezes ao Rio de Janeiro, uma para Limeira, uma para Indaiatuba e ainda rodou bastante por várias regiões da cidade. Problemas, muito poucos. O ruÃdo no painel incomodou um pouco, mas é o tipo de falha de simples resolução. O barulho é gerado por peças plásticas em atrito, logo acima da coluna de direção. O computador de bordo também estava muito otimista: mostrava consumo muito menor que o real. Em uma medição, o painel apontou média de 9,9 km/l, enquanto na bomba a média calculada apontou para 8,2 km/l (álcool, uso mais urbano que rodoviário). Numa segunda oportunidade, o mostrador registrou 14,3 km/l, e o cálculo apontou para 10,3 km/l (gasolina, percurso misto). No mais, o carro agradou a todos por aqui: mais discreto que o Civic, é verdade, mas muito confortável, silencioso (fora o grilo), espaçoso, ágil, bem-acabado.Ele merece um descanso em Campos do Jordão. Enquanto isso, o carro da próxima Quarentena já chegou por aqui. E vem com novidades no blog. Aguarde!
Se fosse verdade, muito adulto iria pirar. Estas fotos, trabalhadas em programa de computador, circulam há algum tempo na internet, e podem enganar olhos menos atentos de tão bem feitas. CaÃram na minha caixa postal novamente esta semana, e resolvi compartilhar com quem ainda não viu. A mensagem chegou com o tÃtulo “Nova Febre na Europa”, como se fosse algo que está vendendo à beça no velho continente. Acompanhamos o setor, e não vimos nada disso. Trata-se de modelos consagrados da Porsche, Ferrari, Audi, entre outros em uma versão super compacta para centros urbanos, como os Smarts, comuns na Europa. A prova da brincadeira – uma pesquisa na internet não revela nada sobre estes carros ou as fotos – está na Smart Porsche com frente de Smart. Confira o bom trabalho de Photoshop e a imaginação do criador.
Fiquei dividida quando o Hairton me convocou para o test drive do Corolla. É que, para mim, ele está na categoria “carro de tiozinhoâ€. Pronto, falei. Eu, historicamente, curto carro compacto, eficiente e sem ostentação – tenho um adorado Honda Fit. Mas quem é que não quer sair por aà num carrão top de linha, banco de couro, automático para variar? Fui dar uma volta com minha amiga Edna, a quem ofereci carona para ter desculpa para rodar mais. Coitada da Edna. Se tivesse tomado um táxi, ela teria chegado em casa uns 40 minutos mais cedo. É que me empolguei com o Corolla e fui fazendo sempre o caminho mais longo, dando volta. Fiz até questão de pegar um pouco de engarrafamento… O carro é macio, silencioso e surpreendentemente ágil. Não esperava um arranque tão bom. Faltou descolar alguém que morasse mais longe, quem sabe fora da cidade, para eu ter mais pista para curtir o carro. De tiozinho, mas superesperto.
Paula Mageste, diretora de redação da Quem
Na Europa, os postos de gasolina não possuem frentistas. Lá é o próprio motorista que coloca combustÃvel. Na hora de abastecer, você escolhe o tipo de combustÃvel que quer colocar (alguns paÃses lá têm o E85, ou você escolhe a gasolina com 95 ou 98 de octanagem), puxa a bomba, coloca no bocal do carro, pressiona o botão para começar a funcionar. Ao término, se dirigie para a loja de conveniência - sim, todos os postos lá possuem uma loja de conveniência, nem que seja no meio do nada - diz qual a bomba que abastece e efetua o pagamento. Há ainda uma balde e um rodo, para que você possa limpar o vidro, se desejar.
Em alguns paÃses, como Suécia e Noruega, se você for pagar no débito, não precisa nem se dirigir ao caixa. Pode pagar ali mesmo, na própria bomba. Basta passar o cartão, digitar sua senha e você está liberado.
No Brasil isso dificilmente iria dar certo. Primeiro que é proibido. Em 12/01/2000, o Superior Tribunal Federal proibiu o auto-atendimento em bombas de combustÃvel no Brasil. A alegação na época foi preservar os 300 mil frentistas que trabalham no paÃs. O frentista aqui é uma segurança para o posto e ajuda a cuidar do carro. Nem todos estão dispostos a limpar seu próprio vidro, ou a verificar o nÃvel de água no radiador, ou ainda colocar o combustÃvel. E, infelizmente, há muitos aproveitadores que colocariam o combustÃvel e sairiam sem pagar. Aqui há um profissional que já está acostumado a fazer isso. Acho que em alguns casos falta um treinamento apropriado para garantir uma maior segurança de todos no posto. Enfim, há coisas que são costumes lá fora, mas não se aplicariam na nossa realidade. Acho bom do jeito que está.
A Ferrari acabou de lançar a F430 Scuderia no Brasil, com preço de tabela de R$ 1,6 milhão. Mas se você oferecer um pouco menos (R$ 1,55 milhão, R$ 1,5 milhão…) pode levar o modelo derivado e série especial da F430. É só negociar. O surpreendente é que as duas unidades que estão no Brasil foram vendidas. E as cinco previstas até o fim do ano (uma por mês) também têm interessados. A importadora, claro, ri à toa, mas não está plenamente satisfeita: tinha pedido 10 unidades para este segundo semestre, mas não foi atendida pela fábrica, pois o Brasil não tem prioridade no reparte das unidades entre os mercados onde a Ferrari atua. Que pena…
Enquanto o Congresso brasileiro discute se nossos carros deverão ter air bag de série, a Europa preocupa-se com a segurança em um nÃvel bem mais avançado. Segundo a Euro NCap, entidade que cuida da segurança automotiva no velho continente, a pesquisa anual sobre a disponibilidade do sistema eletrônico de estabilidade ESC (que ajuda a evitar capotamentos) revelou dados preocupantes. O calendário de implantação está atrasado, e pode não ser cumprido – a comissão européia sobre o assunto determinou a obrigatoriedade do ESC em todos nos automóveis vendidos no continente a partir de 2012. Apesar dos quatro anos para a entrada em vigor da medida, a entidade teme que os consumidores tenham de esperar mais para isso se tornar realidade em todos os modelos. Enquanto isso os “consumidores podem ficar à merce das decisões das montadoras e obrigados a pagar caro pelo equipamento como opcional. A Euro NCap acredita que o ESC deva ser de série simplesmente porque pode evitar 4 mil mortes e 100 mil pessoas machucadas por anoâ€, diz o estudo. Pela pesquisa, Ford, Hyundai, Mazda e Mitsubishi aumentaram a oferta do ESC de série, mas o restante não. Há uma decepção da entidade especialmente com a Opel, que disponibiliza o equipamento em mais modelos, mas como opcional. Igualzinho ao Brasil, não? Quem quiser mais informações pode acessar o site da campanha do ESC: www.chooseesc.eu
 Apurei hoje, durante a apresentaçà o à imprensa do 207 Brasil, que a versão SW Escapade sai de linha por alguns meses. A perua aventureira terá sua refomulação visual também e passará a se chamar 207 SW Escapade. Será mostrada no Salão do Automóvel, com as vendas começando na sequência.
Durante o lançamento oficial para a imprensa especializada, que ocorre em Búzios (RJ), a Peugeot divulgou os preços oficiais do 207 Brasil, previsto para chegar à s revendas autorizadas no inÃcio de agosto, nas versões perua e hatch – o sedã fica para depois do Salão. A maior novidade está na redução do preço de entrada em relação ao 206, em R$ 1.500.
O raciocÃnio vale para as demais versões do modelo. Assim o 207 1.4 XS hatch, equipado com ar-condicionado e direção hidráulica de série, custará R$ 37.790. A perua 207 SW 1.4 mais em conta será vendida a R$ 42.990 com o mesmo pacote de acabamento. A Peugeot espera vender 5.200 unidades por mês das linhas 206 e 207 (20% do primeiro e 80% da novidade). O 206 hatch continua em produção apenas na versão Sensation, vendido a R$ 29 mil.